Porto Alegre recebe o 1º Festival Latino-Americano de Artes e Menstruação

Publicado em: 16/03/2026
FLAM - Festival Latino-Americano de Artes e Menstruacao

Evento com performances, mostras artísticas, cine-debates e oficinas reunirá artistas, pesquisadoras e ativistas do Brasil e da América Latina entre 25 e 29 de março de 2026, na Casa de Cultura Mário Quintana

 

Porto Alegre sediará, de 25 a 29 de março de 2026, o 1º Festival Latino-Americano de Artes e Menstruação (FLAM). O evento propõe colocar a menstruação no centro da criação artística e do debate público, reunindo artistas, pesquisadoras, educadoras e ativistas de diferentes regiões do Brasil e de países da América Latina. A programação ocorre na Casa de Cultura Mário Quintana, Casa Mel e outros espaços, integrando performances, mostras artísticas, cine-debates, oficinas, palestras e ações educativas. As inscrições para algumas oficinas e palestras estão abertas e podem ser feitas pelo link: https://linktr.ee/flamfestival

 

Com foco nas artes da cena, como dança, teatro e performance, serão quatro dias de atividades, incluindo ações descentralizadas e apresentações em escolas. A proposta é reconhecer a arte menstrual como linguagem, campo de pesquisa e prática de transformação social, abordando temas relacionados ao corpo, ciclicidade, gênero, sexualidade, direitos das mulheres e dissidências de gênero, a partir de perspectivas decolonial, ecofeminista e antirracista.

 

Segundo Paola Mallmann, uma das organizadoras do evento, a iniciativa amplia o entendimento sobre o tema ao situá-lo também no campo cultural. “Nós estamos acostumados, como sociedade, a entender a menstruação apenas como um fenômeno biológico. A menstruação passa pelo corpo e o corpo é uma construção social, a forma como a sociedade molda também as experiências desse corpo nos seus diferentes meios sociais, geográficos, culturais e históricos. E tudo isso é cultura. Ou seja, as experiências, sentidos, práticas, crenças, expressões, significa que a experiência da menstruação também é uma experiência transpassada pelas dinâmicas culturais.”, afirma.

 

O festival se insere em um contexto em que ainda são recorrentes debates sobre autonomia corporal, dignidade menstrual, acesso à informação e enfrentamento de tabus. A proposta é dar visibilidade a produções artísticas e pesquisas desenvolvidas por mulheres e pessoas que menstruam, fortalecendo redes latino-americanas e promovendo reflexões sobre os impactos sociais, políticos e simbólicos do ciclo menstrual.

 

Entre as presenças confirmadas estão Carolina Ramírez, psicóloga social e psicoeducadora menstrual; Johanna G. Novarin, performer e diretora artística; Angela Dippe, atriz e escritora; Isa Graciano, artista visual e educadora menstrual; Maria Chantal, educadora corporal; Caroline Amanda (Yoni das Pretas), cientista social e psicanalista;  Garotas de Vermelho, desenvolvido pelo Coletivo Luisa Marques em escolas da periferia de Porto Alegre, com a Contação de Histórias sobre Menstruação, a performance Rubra Fluidez, de Camila Matzenauer, artista e também co-organizadora do evento, entre outras.

 

O FLAM é uma iniciativa da Opará Cultural, com parceria da Rubra: Arte e Educação. O projeto conta com financiamento da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) e realização do Pró-Cultura e Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Ministério da Cultura e Governo Federal.

FLAM – Festival Latino-Americano de Artes e Menstruação

Data: 25 a 29 de março de 2026
Local: Casa de Cultura Mário Quintana, Casa Mel e outros espaços
Produção: Opará Cultural
Parceria: Rubra – Arte e Educação
Financiamento: Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB)
Realização: Pró-Cultura e Governo do Estado do Rio Grande do Sul | Ministério da Cultura | Governo Federal
Mais informações:

Site: https://www.flamfestival.com

Email: [email protected]

Instagram: @flam.artes