Instituto Ling recebe instalação inédita de Leandro Lima que transforma fachada em paisagem viva, pelo Festival Kino Beat

Publicado em: 07/11/2025
Feraluz Leandro Lima Festival Kino Beat Instituto Ling Simulacao_ LATERAL03

De 14 de novembro a 14 de dezembro, o Instituto Ling apresenta Feraluz, instalação inédita do artista Leandro Lima, que transformará a fachada do espaço cultural em um território de passagem entre arquitetura e natureza.

Partindo de um pensamento especulativo — e se o prédio do Instituto Ling sonhasse? —, o artista investiga o inconsciente da própria construção e as particularidades do espaço e do entorno que a cercam. A partir desse gesto imaginativo, Lima propõe uma inversão de perspectivas: a arquitetura, geralmente estática, parece ganhar vida e se deixar atravessar por uma paisagem onírica.

As janelas, em sua transparência, deixam-se habitar por um jardim que se expande em texturas e sombras, onde o ornamental se converte em selvagem e envolve o edifício como uma pele viva. A vegetação criada a partir de fotografias do entorno é manipulada digitalmente, revelando a poética do artista, que distorce e reconfigura a realidade como em um sonho. Assim, o edifício parece despertar uma natureza interior que se projeta para fora.

A mata redesenha o rigor geométrico da construção, contrapondo sua matemática precisa ao emaranhado orgânico do acaso. Criaturas invisíveis — aquelas que escavam túneis e redes subterrâneas — tornam-se presença sugerida, revelando uma paisagem que normalmente escapa ao olhar, mas que sustenta o equilíbrio do todo.

As aplicações que ocupam por completo a fachada atuam como filtros da luz solar, que recortam e colorem o espaço interno. Ao cair da noite, projeções programadas de luz artificial destacam outros detalhes, criando novas paisagens que se transformam com a efemeridade da fonte luminosa. Nesse jogo de dentro e fora, luz e sombra, a arquitetura é reconfigurada.

As imagens projetadas pelas plantas distorcem, recortam e colorem os espaços, acompanhando o movimento do sol durante o dia ou se reinventando com projeções artificiais ao cair da noite. Como se cada fragmento luminoso fosse uma linha de energia que escreve, continuamente, uma nova forma de habitar o espaço — um convite para olharmos de outra forma o que já está estabelecido no rigor geométrico.

LEANDRO LIMA

Nascido em 1976, vive e trabalha em São Paulo, Brasil. Desde o final dos anos 1990, desenvolve, em parceria com Gisela Motta, um conjunto de obras sob a assinatura de Motta&Lima, hoje é representado pela Galeria Vermelho. Foi recentemente contemplado por reconhecimento especial pelo Sfer_IK Museion Award 2023, México. Com Motta&Lima a bolsa da Cisneros Fontanals Art Foundation, Miami, EUA, e com os prêmios 2º Prêmio Marcantonio Vilaça, 13º Prêmio Cultura Inglesa Festival e 8º Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia.

 

Dentre as exposições individuais que participou destacam-se “Relicário” na Galeria Vermelho em São Paulo. “Entreter” Farol Santander, São Paulo. “Verso” na Young Gallery, Los Angeles, EUA. “In.situ.ações”, Mamam no Pátio, Recife. “Dial M for Murder”, Centro Cultural Britânico, São Paulo.

 

Dentre as exposições coletivas destacam-se, “Bienal do Mercosul”, Porto Alegre. “Bienal de Vancouver”, Canadá. “1º Bienal Fin del Mundo”, Ushuaia. “10º Bienal de Havana- “Integração e Resistência na Era Global”, Havana. “Höhenrausch.2”, OK_Centrum, Linz. “Supertemporal – International Video art Today”, Kulturhuset Museum, Stockholm.

 

Serviço

Feraluz – Instalação de Leandro Lima

Instituto Ling (Rua João Caetano, 440, Porto Alegre)

De 14 de novembro a 14 de dezembro

Abertura: 14/11, às 19h

Entrada franca

 

Saiba mais: https://kinobeat.com/

 

O 10 Festival Kino Beat é viabilizado através da Lei Rouanet, apresentado pela Petrobras, conta com patrocínio da Blue Moon e Crown Embalagens. Apoio Internacional do British Council e Instituto Guimarães Rosa – Ano da Cultura Brasil/Reino Unido. O Festival conta com financiamento do Pró-Cultura RS – Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Estado do RS e Realização Ministério da Cultura – Governo Federal – Do lado do povo brasileiro.

 

CONFIRA AS PRÓXIMAS ATIVIDADES DO FESTIVAL

10º FESTIVAL KINO BEAT

 

23 de outubro a 30 de novembro

Exposição resultado da residência Portos Conectados
Local: Galeria Augusto Meyer – Casa de Cultura Mario Quintana, 6º andar (Rua dos Andradas, 736, Porto Alegre)
Abertura: 23/10, 19h

Entrada franca

 

De 30 de outubro a 30 de novembro

Light Gleaner – Instalação de Daems Van Remoortere (Bélgica)

Local: Sala Radamés Gnattali – Casa de Cultura Mario Quintana, 4º andar (Rua dos Andradas, 736, Porto Alegre)
Abertura: 30/10, 19h

Entrada franca

 

14 de novembro

Um Outro Filme de BR

Local: Instituto Ling (Rua João Caetano, 440, Porto Alegre)

Horário: 20h

Entrada franca

 

De 14 e novembro a 14 de dezembro
Feraluz: Instalação na fachada do Instituto Ling – Leandro Lima
Local: Instituto Ling (Rua João Caetano, 440, Porto Alegre)

Abertura: 14/11, 20h
Entrada franca

 

15, 16 e 18 de novembro

Mostra Cine Esquema Novo e Kino Beat: Mundificação

Local: Cinemateca Capitólio (Rua Demétrio Ribeiro, 1085, Porto Alegre)

Entrada franca

 

Sábado 15/11

19h – sessão especial de abertura 

 

Domingo 16/11

Sessões às 15h, 17h e 19h

 

Terça 18/11

Sessões às 15h, 17h e 19h (sessão especial de encerramento)

 

22 de novembro

Palco Petrobras: Ocupação do Clube do Comércio – Encerramento do Festival

Local: Clube do Comércio – Palco Petrobras (Rua dos Andradas, 1085, Porto Alegre)

Entrada franca

Evento festivo com apresentações musicais e performances sonoras.

Line-up: Kokoko! (Congo), Omoloko e Kabulom, Batida de Fruta (Pedro Cassel e Viridiana), Loua Paco e Felipe Merkel, Tom Nudes, Roger Canal, Raquel Krügel, Betamaxers. 

 

FESTIVAL KINO BEAT

Ao longo dos últimos 15 anos, o Kino Beat desenvolveu de forma gradual a sua identidade e os seus espaços de atuação. A marca surgiu em 2009, como Mostra Kino Beat de filmes relacionados à música. Em 2014, se consolidou como Festival Kino Beat, uma plataforma para investigação e fomento de artistas e ações ligadas principalmente ao universo da arte digital, música contemporânea e audiovisual ao vivo. Com oito edições realizadas em formato de festival, o Kino Beat deriva suas atividades de forma livre em relação a etimologia do seu próprio nome: KINO (movimento, imagem) BEAT (ritmo, som). E se posiciona como um festival de arte contemporânea, articulando a arte do seu tempo, independente da linguagem. Em 2020 foi premiado nas categorias de Inovação e Difusão e Destaque em Curadoria do Prêmio Açorianos de Artes Plásticas da Secretaria de Cultura de Porto Alegre, completando em 2024 seus 15 anos de história.

Instituto Ling

Criado e mantido pela família Ling há 30 anos, o Instituto Ling tem como missão promover o desenvolvimento humano e a evolução da sociedade através da disseminação de diferentes formas do conhecimento, da liberdade de pensamento, da valorização da cultura e da saúde. Na área da educação, desde a fundação auxilia jovens líderes a desenvolverem seus potenciais intelectuais e empreendedores através da concessão de bolsas de estudo para as melhores instituições do mundo. Com a abertura de seu centro cultural em Porto Alegre, em 2014, ampliou e solidificou sua atuação, firmando-o como referência na disseminação do conhecimento e provedor de serviços e produtos culturais diferenciados, com elevado padrão de qualidade e estética.

Na área da saúde, o Instituto Ling estabeleceu parceria com o Hospital Moinhos de Vento, em 2015, para a implantação de um centro de referência no tratamento do câncer em Porto Alegre, e, em 2023, para a concessão de bolsas de estudo para cursos de enfermagem; e com a Santa Casa de Misericórdia, em 2019, contribuindo para a construção do novo prédio do complexo hospitalar em Porto Alegre. Por ocasião das enchentes em maio de 2024, o Instituto Ling lançou o Reconstrói RS, iniciativa em parceria com Federasul e Instituto Cultural Floresta que apoia obras de reconstrução e ações para a retomada da economia nas comunidades atingidas.

A família Ling, mantenedora do instituto, é proprietária da holding company Évora. Presente em 11 países, o grupo empresarial produz e comercializa latas de alumínio para bebidas, não-tecidos de polipropileno (usados principalmente na produção de descartáveis higiênicos) e embalagens plásticas.